Trabalho em altura: riscos, penalidades e medidas de prevenção

Quando se fala na execução de trabalhos em altura a atenção precisa ser redobrada. Nas atividades realizadas em locais elevados, com altura superior a dois metros do piso, o risco de queda pode ter consequências graves e fatais. Por isso é necessário se certificar de que todos os trabalhos de altura estejam devidamente planejados, supervisionados e realizados por pessoas competentes, certificadas e habilitadas para realiza-los.  Para evitar ou minimizar os riscos durante o planejamento de um trabalho em altura, deve-se considerar o que precisa ser feito para depois se basear no risco e identificar as precauções adequadas.

Antes de iniciar qualquer trabalho em altura devemos nos atentar a:

  • Identificar os riscos de queda;
  • Controlar os riscos;

Sempre que possível, deve-se eliminar o risco de queda evitando trabalho em altura, como por exemplo, através da criação de materiais/equipamentos que permitam que o trabalho ou manutenção seja realizado do chão ou plataformas permanentes.

Um outro quesito de extrema importância estabelecido pela norma no item 35.2.1 alínea “i”, diz respeito à manutenção de uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura, permitindo que desta forma haja um controle sobre as atividades não rotineiras de trabalho em altura facilmente rastreável.

 Neste ponto é relevante salientar que nem sempre é possível evitar a altura, porém atualmente existe um esforço por parte da área prevencionista em elaborar sistemas que forneçam alternativas às situações de risco, um exemplo é a possibilidade de realizar inspeções em locais de grande altura através de câmeras instaladas em hastes com vários metros.

Seguindo a hierarquia apresentada, não havendo a alternativas ao trabalho em altura, o uso de EPC’s (equipamentos de proteção coletiva) deve ser avaliado. Redes e guarda-corpos que protegem o trabalhador sem que este precise executar qualquer ação são ótimos exemplos.

 Por fim, encontramos a utilização de EPI’s através do sistema de restrição de movimentação, no qual o empregado se conecta a um dispositivo de ancoragem aliado ao sistema de retenção de queda. É de suma importância sabermos diferenciar um do outro, haja visto que um sistema de retenção de quedas pode ser utilizado tranquilamente com a finalidade de restringir a movimentação, porém o contrário não se observa.