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Condado da Flórida afunda transatlântico de 302 metros e cria maior recife artificial do mundo

Condado da Flórida afunda transatlântico de 302 metros e cria maior recife artificial do mundo

O condado de Okaloosa, na Flórida, vai afundar o transatlântico SS United States no Golfo do México para transformá-lo no maior recife artificial do mundo. Com quase 302 metros de comprimento, o antigo gigante dos mares vai superar o recorde atual e criar um novo refúgio para mergulhadores e vida marinha.

Um transatlântico de luxo que ficou sem destino

O SS United States foi um dos navios de passageiros mais importantes já construídos nos Estados Unidos. Sua construção custou entre US$ 70 milhões e US$ 79,4 milhões, dos quais o governo americano financiou US$ 50 milhões.

O navio foi retirado de operação em 1969, depois de 17 anos em atividade. Desde então, passou por diversos donos e foi se deteriorando, atracado e enferrujando ao longo das décadas.

Uma disputa de aluguel com o proprietário do píer em Filadélfia, onde o navio estava atracado, obrigou a SS United States Conservancy a vender a embarcação. O condado de Okaloosa comprou o transatlântico por US$ 1 milhão.

Em 19 de fevereiro de 2025, o navio deixou a Filadélfia sendo rebocado até Mobile, no Alabama. Grupos de preservação tentaram por anos restaurar o transatlântico, mas o custo altíssimo de manutenção inviabilizou o projeto.

Como o naufrágio vai criar o maior recife do mundo

Recifes artificiais são estruturas submersas criadas pelo homem para imitar recifes naturais, servindo de base para corais e abrigo para peixes. Navios aposentados são uma opção comum porque oferecem grande área de superfície e já resistem bem à água salgada.

Com 990 pés de comprimento (cerca de 302 metros), o SS United States vai superar o USS Oriskany, porta-aviões de 888 pés (cerca de 271 metros) afundado em 2006 perto de Pensacola, atual detentor do recorde.

O casco enferrujado deve se transformar em um ecossistema de recife para mergulhadores e espécies marinhas da região. O navio vai se juntar a uma rede de mais de 500 recifes artificiais já existentes no Golfo.

A expectativa é que o SS United States se torne a principal atração do mergulho na costa do Golfo, atraindo turistas e novas espécies marinhas para a área.

Preocupação ambiental e disputa na Justiça

Grupos ambientais e cientistas levantaram preocupações de que a tinta primer de cromato de zinco usada no casco do navio poderia contaminar as águas do Golfo.

O condado de Okaloosa afirmou que o projeto atende às regulamentações da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Um processo federal que tentava impedir o afundamento foi rejeitado em agosto de 2025.

Por que isso importa

Autoridades do condado descreveram a iniciativa como um avanço importante para o turismo e o crescimento ambiental da região.

Recifes artificiais feitos a partir de navios ajudam a recompor ecossistemas marinhos, servindo de abrigo para peixes e corais, além de movimentar a economia local do mergulho recreativo.

Perguntas frequentes

Por que o SS United States vai ser afundado?

O navio enfrentava custos altíssimos de manutenção e uma disputa de aluguel no píer de Filadélfia forçou a venda da embarcação, que acabou comprada pelo condado de Okaloosa para se tornar um recife artificial.

Quanto maior o novo recife será em relação ao recorde atual?

O SS United States tem 990 pés (cerca de 302 metros), mais de 30 metros a mais que o USS Oriskany, de 888 pés (cerca de 271 metros), atual maior recife artificial do mundo.

O afundamento é seguro para o meio ambiente?

Segundo o condado de Okaloosa, o projeto segue as regras da EPA. Um processo federal para impedir o afundamento, baseado em preocupações sobre a tinta do casco, foi rejeitado pela Justiça em agosto de 2025.

Quanto custou construir o SS United States?

A construção custou entre US$ 70 milhões e US$ 79,4 milhões, sendo que o governo dos Estados Unidos financiou US$ 50 milhões desse valor.

Com informações de Interesting Engineering.
Imagem: reprodução/Interesting Engineering