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Engenheiros coreanos criam película que resfria eletrônicos em até 18,2 °C sem eletricidade

Engenheiros coreanos criam película que resfria eletrônicos em até 18,2 °C sem eletricidade

Engenheiros do Instituto de Ciência e Tecnologia de Daegu Gyeongbuk (DGIST), na Coreia do Sul, criaram uma película flexível que resfria aparelhos eletrônicos sem gastar eletricidade nem água. Ela usa apenas a umidade do ar e reduziu a temperatura da superfície em até 18,2 °C.

A equipe é liderada por Hyeondo Kim. A tecnologia é apresentada como uma solução promissora e ecologicamente correta para o calor em celulares, centrais de dados de IA e baterias de carros elétricos.

Por que esfriar eletrônicos é um problema

O desafio está em dissipar calor em espaços pequenos e fechados. Os métodos tradicionais de resfriamento ativo, com bombas ou ventiladores, ficam grandes e volumosos.

Além disso, esses sistemas gastam energia e geram custos significativos de manutenção. Por isso, há tempos se busca trocá-los por soluções passivas, que funcionam sem alimentação elétrica.

Uma das ideias é o resfriamento evaporativo com a umidade do ar. Ele depende de materiais higroscópicos, que absorvem umidade, mas costumam ser sólidos cristalinos e rígidos. Esses materiais não aderem bem às superfícies dos aparelhos e ainda trazem risco de corrosão.

Como funciona a película

Os pesquisadores resolveram o impasse com um material natural e renovável: a celulose. Quando seca e reduzida a um pó extremamente fino, ela vira nanocelulose e armazena muito bem a umidade.

A equipe combinou a nanocelulose com moléculas iônicas orgânicas, que também têm propriedades higroscópicas. O resultado é um filme fino e flexível, que pode ser colado sobre outros materiais como se fosse um revestimento.

Mesmo em ambientes secos, a película absorve e guarda uma quantidade significativa da umidade do ar. Quando o aparelho esquenta durante o uso normal, essa umidade evapora e reduz a temperatura da superfície em tempo real.

Os principais números

Por que isso importa

A película manteve forte adesão e flexibilidade mesmo completamente seca. Ela fica firme e sem folgas em diferentes superfícies, o que resolve um dos problemas dos materiais higroscópicos rígidos.

Outra vantagem é que ela não provoca corrosão, apesar de conter umidade. Por isso, pode ser aplicada diretamente nas superfícies dos dispositivos, sem nenhum revestimento adicional.

Segundo Kim, a importância do estudo vai além de criar um material ecologicamente correto. Ele aborda ao mesmo tempo várias limitações dos materiais convencionais de resfriamento passivo, como corrosividade e flexibilidade e adesão insuficientes.

O que ainda falta

A matéria-fonte não informa preço, prazo de chegada ao mercado nem parcerias com fabricantes. Os resultados citados vêm de testes em condições reais de operação contínua de dispositivos eletrônicos, e não de produtos à venda.

Perguntas frequentes

Quem desenvolveu a película?

Hyeondo Kim e colegas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Daegu Gyeongbuk (DGIST), na Coreia do Sul.

De que é feita a película?

De nanocelulose combinada com moléculas iônicas orgânicas higroscópicas, formando um filme fino e flexível.

Quanto ela consegue resfriar?

Até 18,2 °C. Nos testes, a superfície passou de 72,3 °C para 54,1 °C, de forma estável, por mais de 12 horas.

Ela precisa de água ou de energia elétrica?

Não. Ela absorve a umidade do ar e a evapora quando o aparelho esquenta, resfriando a superfície sem eletricidade nem água.

Com informações de Inovação Tecnológica.
Imagem: reprodução/Inovação Tecnológica