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Cientistas americanos conseguiram clonar espécie em extinção

Elizabeth Ann, a furão-de-patas-negras é um modelo de avanço da ciência. Ela é resultado do trabalho de cientistas americanos que conseguiram o feito de clonar a espécie em extinção com sucesso.

Um novo recomeço para uma história de décadas atrás

A história dessa furão começa na década de 70. Até então, a espécie vivia tranquilamente as terras dos Estados Unidos. Nesse momento começa uma caça aos cães-da-pradaria, roedores que eram a base da alimentação dos furões.

A população de furões começou a diminuir muito desde que começou a caçada de suas presas naturais. Assim como com outras espécies, esse processo levou essa espécie a ser dada como extinta.

Então, na década seguinte, uma novidade: um fazendeiro encontrou novamente pequenas populações vivendo no Wyoming. As famílias de furões quase foram extintas depois do contato com a cinomose e a peste silvestre. Para tentar a preservação da espécie, introduziram os animais sobreviventes em cativeiro.

O esforço dos cientistas para conseguir clonar a espécie em extinção

No ano de 1988, os cientistas do Frozen Zoo conseguiram receber amostras de material de uma furão já falecida. O processamento do material aconteceu só em 2018 durante uma parceria do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA e da organização de biotecnologia da conservação Revive & Restore.

Depois desses esforços surgiu o resultado: a filhote, um clone da furão Willa. O trabalho foi bem mais complicado que o normal, porque os embriões tiveram que ser implantados em um animal de outra espécie, o furão doméstico.

Após implantar os embriões, a dona da barriga de aluguel ficou em observação durante todo o tempo de gestação. A filhote de furão clonada nasceu com saúde, e até agora não apresentou nenhum sinal de problemas, mais uma boa notícia.

As previsões para o futuro

Atualmente, após o sucesso da clonagem da furão, os cientistas esperam clonar novos animais muito em breve. Ainda existe material de dois machos da mesma espécie para passar pelo procedimento. Depois que concluírem o processo, eles irão reproduzir com Elizabeth Ann e ajudar no aumento da população.

Logo após, será feita a reintrodução das próximas gerações em vida livre. Porém, ainda pode levar um tempo até que hajam animais prontos para voltar à natureza. A liberação dos primeiros furões ocorrerá em 2024 ou 2025, segundo estimam os cientistas.

Sendo assim, essa novidade abre espaço para que outras espécies sejam salvas da extinção através da clonagem. No entanto, vale lembrar que esse é um procedimento de urgência. Sendo assim, melhor alternativa ainda é tentar a conservação das espécies em cativeiro e no ambiente natural.

Um grande avanço da ciência, os amantes da vida selvagem já podem comemorar!

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Foto em destaque: Foto/Reprodução: Internet.

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