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Usina solar de 4,95 MW cultiva feno entre os painéis e entrega energia 10% mais barata

Usina solar de 4,95 MW cultiva feno entre os painéis e entrega energia 10% mais barata

Uma usina solar de 4,95 MW vai gerar energia e cultivar feno na mesma área, na cidade de Paxton, nos Estados Unidos. O projeto, chamado Baltimore Drive, promete aos assinantes uma economia de cerca de 10% na conta de luz.

A ideia segue o conceito da agrivoltaica: usar a mesma terra para produzir eletricidade e alimento. Em vez de escolher entre lavoura e painéis, o terreno entrega os dois.

Como funciona a usina agrivoltaica

Os painéis solares ficam instalados no terreno, e o feno continua sendo cultivado entre eles. A área não deixa de ser agrícola para virar apenas uma usina.

A desenvolvedora diz que o projeto aproveita a experiência do DiMartino Farm, em Nova York. Segundo a empresa, foi a primeira instalação agrivoltaica com licença no estado, e lá o feno ainda é colhido ao lado dos painéis.

Ao contrário de muitas usinas solares de grande porte, a Baltimore Drive não terá baterias. A eletricidade vai direto para a rede de distribuição local, por uma conexão que já existe e foi escolhida pela capacidade e pela proximidade.

Os principais números do projeto

Como o consumidor economiza

A usina vai participar do programa de energia solar comunitária do Illinois. Nesse modelo, moradores, empresas e órgãos públicos podem assinar uma cota da usina sem instalar painéis no telhado.

Cada assinante recebe créditos na conta de luz de acordo com a sua fatia da energia produzida. É daí que vem a economia estimada de cerca de 10%.

Para quem mora de aluguel, em apartamento ou em casa com telhado inadequado, esse tipo de assinatura costuma ser a forma mais viável de usar energia solar.

Por que isso importa

O acordo também traz vantagens financeiras para a cidade. Segundo a desenvolvedora, o projeto vai reforçar a arrecadação municipal por décadas e quase não vai pressionar a infraestrutura local, como água, esgoto e escolas.

Um acordo de benefícios comunitários separado vai garantir contribuições financeiras adicionais a Paxton.

Há ainda o ganho de uso da terra. Como o feno continua sendo colhido, a área segue produtiva para o campo enquanto gera energia limpa.

Outro exemplo: a usina que nasceu de um aterro

A reportagem de origem lembra um caso parecido, mas sem lavoura. Em outubro do ano passado, o condado de Baltimore, em Maryland, ligou sua primeira grande usina solar instalada no solo, no antigo aterro Parkton.

São 7 MW em mais de 213 acres (cerca de 86 hectares), com quatro conjuntos e quase 15 mil painéis. A expectativa era gerar cerca de 8,2 milhões de kWh no primeiro ano, o equivalente a aproximadamente 11% da energia usada pelo governo do condado.

O que ainda falta

A fonte não informa o investimento total, o nome da empresa responsável nem a data de início da operação. Também não detalha quanto feno deve ser colhido por ano.

A economia de cerca de 10% é uma expectativa. O valor real na conta de cada assinante vai depender das regras do programa de energia comunitária do Illinois e da produção da usina.

Perguntas frequentes

O que é uma usina agrivoltaica?

É uma usina solar instalada em área agrícola, onde a produção de energia e a de alimentos acontecem juntas. No caso da Baltimore Drive, a cultura é o feno.

Quanto o consumidor vai economizar?

A expectativa é de cerca de 10% nos custos de eletricidade, por meio de créditos na conta de luz dos assinantes do programa de energia solar comunitária do Illinois.

Preciso ter painéis no telhado para participar?

Não. O programa permite que famílias, empresas e órgãos públicos assinem uma parte da usina sem instalar painéis na própria casa.

A usina tem baterias?

Não. A energia gerada vai direto para a rede de distribuição local, por uma conexão já existente.

Com informações de Interesting Engineering.
Imagem: reprodução/Interesting Engineering