Tecnologia

Cientistas testam detonação hipersônica que pode permitir voar a 21.000 km/h

Cientistas da Universidade Central da Flórida fizeram experimentos de detonação hipersônica para permitir viagens aéreas e espaciais ultrarrápidas.

O artigo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, e destacaram tanto viagens na Terra quanto viagens interplanetárias.

Experimentos de detonação hipersônica foram feitas em uma câmara de vidro

As detonações foram o foco dos pesquisadores, visto que se tratam de explosões que se expandem de forma mais rápida que a velocidade do som.

“Dada a disponibilidade de combustíveis como propelentes, provavelmente dependeremos de alguma forma de propulsão química ou nuclear, o que significa usar várias formas de reações exotérmicas, como ondas de combustão ou detonações”

Início do artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences

Se aeronaves utilizassem esse tipo de energia, uma viagem de Nova York até Londres poderia ocorrer em menos de uma hora.

O problema é controlar as detonações, e por isso os experimentos de detonação foram realizados durante “alguns segundos” no laboratório.

Uma detonação costuma durar menos de um microssegundo, e durante os tentes, a duração de alguns segundos só não foi maior devido a câmara utilizada.

Eles utilizaram uma câmara de vidro para fazer medições óticas, e a intensidade da detonação corrói o material.

Segundo os cientistas, se a câmara fosse substituída por metal, seria possível sustentar a detonação por mais tempo.

Produzir impulso através de detonações

Caso a detonação consiga produzir impulsos, será possível que quaisquer viagens sejam muito mais rápidas que as atuais.

No entanto, o principal problema é evitar que o fenômeno chegue até a fonte de combustível dos aviões ou aeronaves.

Para desenvolver um motor, os cientistas devem descobrir não só como operar com velocidades e altitudes, como também lidar com as instabilidades de combustão geradas pela detonação.

“O que estamos tentando fazer aqui é controlar a detonação. Queremos congelá-la no espaço e aproveitar essa energia. Em vez de destruir edifícios, como se viu no Líbano, agora queremos usá-la e produzir impulso”

Kareem Ahmed, professor de engenharia mecânica e aeroespacial da Universidade Central da Flórida e principal autor do artigo

A explosão citada pelo professor matou mais de 100 pessoas, causado pelo nitrato de amônio que estava armazenado no depósito que explodiu.

Outra equipe da Universidade Central da Flórida afirma que conseguiu a demonstração de um terceiro motor de detonação que pode possibilitar aeronaves atingirem 21.000 km/h ou 17 vezes a velocidade do som.

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Fonte: Olhar Digital

Imagem em destaque: Foto/Reprodução NASA

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