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Cientistas conseguiram esfriar antimatéria quase ao zero absoluto com laser

Cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) conseguiram esfriar antimatéria quase ao zero absoluto com a ajuda laser de alta potência.

A equipe de físicos tentou uma técnica para desacelerar partículas de antimatéria que se moviam em velocidades extremamente rápidas.

Foram, no total, dez dias de observação em uma semana de julho de 2018, com a colaboração internacional da ALPHA, responsável por supervisionar o projeto e a construção do laser de alta potência.

A pesquisa dos cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear sobre o projeto foi publicada na revista científica Nature

Esfriar antimatéria com laser de alta potência

De acordo com os cientistas, quando o anti-hidrogênio (átomo de antimatéria) é preso, ele é tão potente quanto uma Lamborghini Gallardo a pouco mais de 320 km/h.

Makoto Fujiwara, físico de partículas da equipe de aceleradores de partículas TRIUMF do Canadá, informou que a equipe bombardeou os antiátomos com fótons (partículas de luz), que foram disparados de um laser.

Esse laser é capaz de reduzir a velocidade da antimatéria de forma significativa, ao trazer sua temperatura para perto do zero absoluto.

De acordo com o espectroscopista atômico molecular que foi responsável pela construção do laser, quando o fóton atinge os átomos, há uma estimulação nos átomos, que mudam seu movimento.

“O que fizemos foi controlar a luz de forma que apenas estimularíamos os átomos que se aproximavam dos fótons e os desaceleramos”.

Takamasa Momose, espectroscopista atômico molecular


A técnica do bombardeio é chamada de resfriamento a laser, visto que desacelera os antiátomos e reduzem a sua temperatura.

Os fótons subatômicos são a “munição” do laser, enquanto os antiátomos são os alvos que devem ser atingidos.

Ao contar com um frio extremo, foi mais fácil para os cientistas avaliar como as partículas se comportavam.

Projetos que envolvem a antimatéria

Existem projetos que estão em andamento e envolvem a antimatéria, como no CERN, onde há o projeto a fim de medir o efeito de gravidade na antimatéria.

Esse projeto, chamado de Alpha-g, deverá carregar um átomo de anti-hidrogênio para ver como ele cai, verificando se é igual à uma mate´ria normal.

Há também o projeto HAICU, programado para começar entre 2027 e 2036 para construir uma fonte antiatômica, onde a equipe deverá lançar antiátomos no vácuo para ver como eles caem.

Essas informações podem auxiliar na compreensão do que aconteceu com toda a antimatéria do universo, uma grande dúvida da física.


Imagem em destaque: Foto/Reprodução Maximilien Brice

Fonte: GizModo

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