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Físicos coletam evidências pela 2ª vez de nova força da natureza

Uma nova força da natureza pode ter sido “descoberta”! De acordo com o Conselho de Instalações de Ciência e Tecnologia (STFC) do Reino Unido, o resultado de uma pesquisa fornece fortes evidências da existência de uma “partícula subatômica não descoberta ou de uma nova força”.

Ainda existe a probabilidade de que o resultado seja um acaso estatístico, de um em 40 mil, o que equivale a um nível de confiança estatístico descrito como 4,1 sigma.

Para ser considerado uma legítima descoberta, é preciso obter 5 sigma, sendo uma chance em 3,5 milhões.

A nova força da natureza influencia as partículas de múon

Segundo o professor que lidera o experimento no Reino Unido, Mark Lancaster, a interação dos múons não está de acordo com o Modelo Padrão.

Os múons são partículas subatômicas instáveis, similar aos elétrons, porém sendo 207 vezes mais pesados.

O experimento chamado Múon g-2 envolve enviar as particulas ao redor de um anel de 14 metros, para então aplicar um campo magnético.

Segundo as leis atuais da física, os múons deveriam oscilar em uma determinada frequência, mas isso não está ocorrendo.

Os cientistas verificaram que os múons oscilam com uma frequência mais rápida que o esperado durante o experimento, o que pode ser causado por uma força da natureza nova.

Os resultados são Laboratório Nacional Fermi, um laboratório de estudos de partículas no Illinois, nos Estados Unidos.

Alguns físicos também acreditam que essa frequência pode estar associada a uma partícula subatômica que ainda não descoberta.

De acordo com os cientistas, há mais de uma hipótese para o que essa partícula possa ser, sendo elas:

  • leptoquark;
  • bóson Z’ (ou bóson Z-prime).

1ª evidência

Já a primeira ocorreu no mês passado, enquanto o LHCb analisava dados coletados em diversas colisões entre partículas desde 2014.

Durante a pesquisa, houve a conclusão que uma partícula chamada quark bottom, ao sofrer um certo tipo de decaimento, dá origem a quantidades desiguais de duas partículas.

Os elétrons e os múons são idênticos em tudo, com exceção a massa, mas durante a pesquisa, haviam somente 85 múons para cada 100 elétrons.

No caso do Modelo Padrão, haveria uma divisão perfeita, de um múon para cada elétron, o que não ocorreu.

A discrepância que ocorreu pode ser culpa de uma força da natureza ainda desconhecida, sendo então considerado a 1ª evidência que ocorreu.

No entanto, a confiabilidade dessa primeira evidência foi de 3,1 sigma, diferentemente da segunda descoberta, de 4,1 sigma.


Fonte: Olhar Digital e Super Abril

Imagem em destaque: Imagem/Reprodução Reidar Hahn / FERMILAB

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